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VIGÍLIA (AOS ESTILHAÇOS QUE REFLETEM DIFERENTE)
ESPELHOS POR TODAS AS PARTES
PEDAÇOS QUEBRADOS
NO CHÃO, NAPAREDE, NA MENTE:
UM ÚNICO REFLEXO
EM TODOS ELES...
ATÉ ALGUNS PEDACINHOS EM PARTES.
A MESMA IMAGEM REPULSIVA;
ELE A REPUDIA, A NEGA
E ASSIM MESMO A É AOS ESPELHOS
OBSERVA METICULOSAMENTE O "SER"
CLASSIFICA-SE IMAGEM ALTERADA
SENDO APENAS SIMPLES IMAGEM
IMPORTA-SE COM O REFLEXO NOS ESTILHAÇOS
DE CADA ESPELHO QUE QUEBRA
AO SE VER COMO NÃO SE QUER
ESPELHOS! POR TODAS AS PARTES
OUTREM O COMENTA ANTAGÔNICO
E ASSIM SE ATRIBUE AO DIZER DO OUTREM
PEDAÇOS! qUEBRADOS
E SE TENTA MUDAR O QUE SE É
E O QUE NÃO SE É TORNA-SE
NO CHÃO! nA PAREDE!
ESQUECE DA FUNÇÃO DO ESPELHO
QUE REFLETE O INVERSO, DIFERENTE...
MENTE!
QUE SE FECHE AOS OUTRENS
QUE SE ABRA AOS OLHOS FECHADOS.
entrou sem som algum
em matizes infinitos
de calor
naufragando paredes brancas
de esquecimento
lapsos
de ardor
momento!
tinge meus olhos opacos
de frêmitos fracos
de movimentos vãos
efêmeros
aquece meus sentidos
prende a sombra das sombras
áridas de sentido
na palma das minhas estendidas
ressequidas
mãos

Na lembrança ficará o perfume;
Na alma ficará a saudade!
A volúpia atitude de dar as costas ao público e
Tropeçar no palco, fará destas letras a última marca de quem
Será surrado e esquartejado pela natureza do inconsciente.
Arrancará o encéfalo e jogará urina em cima para regar...
Talvez nasça a humanidade da qual a Terra merece;
Para que possa acenar um adeus a quem dorme
E espera a eternidade acorda-lo no seu mundo.
No mundo que a só ele compete!
Agradecer e saudar por não prosseguir
E sentir o pesar por não ter escutado e ter ido de carona...
E velar pelo óbito do egoísmo e da inconseqüência
E derramar os oceanos pelos olhos, em cascata, no horrendo córrego da vida.
E tropeçar e cair de cara com o sono do desejo.
Tocam as harpas e acompanham-nas os violinos
Extasiando o coração de quem sempre se crucificou e
Sempre foi surrado pelo desentendimento.
E se despede com a mão no peito... contando...
Batida a batida de um coração que ressequiu.

Disseca palavra por palavra...
Frases inteiras ou sem nexo
Em tons diversos degradè
Disseca e umedece cada significado.
Grita quando em vez
Balbuciáveis sussurros de emoção
Numa linha gráfica de patamares infindos
Grita de dor ao ser perfurada pelo verso.
Constrói os versos com palavras
Como os icebergs que a cercam
Conservando suas ondas uníssonas
Constrói mais quando as pronuncia.
Trepida mesmo sem querer
Qualquer língua seca ou úmida
Compondo grasnidos improvisados de veludo
Trepida sempre mais às suas únicas cordas
Dilacera em simplicidade o complexo
Profetizando a unidade na constelação
Brilha mutante, bela, jovem e anciã
Dilacera quem a vê e quem não a sente.
[agradecimentos ao amigo andré hübsch q ajudou no post... pq comigo nunca funciona qdo uso figuras! obrigado meeeeesmo]