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SURREALIDADE
É O QUE SE VÊ
O QUE SE SENTE
E SENTE
E NUNCA...
SEMPRE
É O QUE NÃO SE VÊ
O QUE DE OLHOS FECHADOS
SE ENXERGA
E ENXERGA
O QUE NÃO SE É
ESTÁ SE ESCREVENDO
E NÃO SE LÊ
MAS SE LÊ POR COMPLETO
COM OU SEM LETRAS
O QUE NÃO SE ESCREVE
BORRA,
ESBOÇA,
DESMANCHA
CONSTRÓI O QUE NÃO SE EDIFICA
BAGUNÇA O QUE NÃO ESTÁ ARRUMADO
OUSA
SE COMEDE
METRIFICA
FAZ DE OSSO PELE
SANGUE É ÁGUA
ALEGRIA É AMOR
FOGE PARA O INFINITO
E SE ENCONTRA NO LIMITE
ONDE NADA TERMINA
EXTERMINA, ELIMINA...
ILUMINA...

"NUNCA REAL, SEMPRE VERDADEIRO" (FÊ)
VERDADE QUE O TEMPO NÃO PÁRA
REAL É QUE ELE É UMA PSEUDOCIÊNCIA
HÁ TEMPO PARA A VIDA; PARA ESTA E DEMAIS
MAS O TEMPO NÃO É A VIDA.
VERDADE QUE NUNCA SE OLHA PRA TRÁS
REAL É QUE SE OLHA UM TANTO TARDE
EXATAMENTE TARDE A PONTO DE MUDANÇA
REAL É SEMPRE ABRIR E FECHAR OS OLHOS
VERDADE QUE SE SABE QUE NADA SE SABE
A OBSOLÊNCIA HIPOCRISIA EMANA EM TELAS
E A PLENA SABEDORIA ESTÁ NAS PALAVRAS PAGÃS
VERDADE QUE OS OLHOS MENTEM
REAL É QUE ELE REFLETEM A VERACIDADE DA ALMA
AINDA QUE OS OLHOS ESTEJAM SEMPRE FECHADOS
O SEMPRE É REAL E O NUNCA NA VERDADE EXISTE
E QUAL A ORDEM DAS COISAS? VERDADE? REAL?
REAL É QUE NUNCA SE ENTENDE A VERDADE
VERDADE QUE O REAL SEMPRE SE OCULTA NAS ENTRELINHAS.
______supernova______
Leviandade suportável de ti
Com laços incomensuráveis meus
Nos faz lisos de si
Imundos nessa dor audaz
Em nossa beleza, fugaz
Ilude-se e desencarne
Não pertences a esse mundo,
Ludwig e Amadeus.
Louve-nos com bênçãos turvas
Marcas e marcas
Cicatrizes
Com desdenhoso olhar
Faço-te andaluz
E com elfas ladras que me roubam de ti
minha única poesia pagã
Que me roubam, com mãos lúgubres e frias
O meu credo em cruz
Minha pura musica,
minha única luz.

...
Esquizofrenia,
Surreal,
Ilusão,
Despertar!
Palavras marcadas ao fato em sua vida. Não há pessoas, não há tempo, não limite real; apenas a verdadeira situação. Buscara a fundo em todos os registros sentimentais: impressos ou na memória.
Desejo.
Futuro.
Também vão se acomodandoao novo vocabulário. Desejo um tanto obsoleto; indecifrável ao agora. Futuro até que esperado, ao redor de tantas fábulas. Os papéis sobre a mesa, que sorria; os panos sobre as cadeiras que choravam, compadecidamente... e o sofá!
O sofá.
Sempre em ambos os pólos: começo e fim de tudo: Vida e Morte. É sempre o sofá a dizer a primeira sílaba e finda com a palavra completa.
...
O grito
O grito saiu de qualquer jeito
Com a cara encostada na parede fria
O grito saiu em plena luz do dia
Foi abafado pelo baque surdo de um corpo que caía
Pelo ruído dos carros atrasados
Pela vida que não parou para ver desgraça
Com olhos ansiosos, curiosos
É que a pior dor é anônima entre quatro paredes
Um atropelamento teria mais efeito - o grito saiu de qualquer jeito
Atropelando o tempo, que parou no ar
Vibrando uma nota de derrota
O grito
Varou o infinito - chegou em nenhum lugar.
Musa Ânsia
Ânsia, o que precede, mas que na verdade intercede, não impede, mas sim nos cede
É algo bobo e infantil, ter que conviver com agonia sentada na sala, ao seu lado
E é inútil saber, que há alguma esperança
Seres humanos simplesmente não são assim
São tão devolutos e incrédulos
Quanto ao sentimento de opressão e impunidade nos sentimos amaldiçoados, mesmo sabendo que as regras de convivência foi nos passado há séculos
É como ter a vida inteira pela frente e sentir dormência no pé, por não conseguir dar um passo, por pura, e simples PREGUIÇA.
É como sentir alguém fazendo algo a seu favor, e não ter oportunidade nem necessidade de retornar o favor.
É anseio ao comodismo.
É impressionante, como a vida nos empurra da ciranda,
Tudo que achamos bonito embaça, perde o sentido
E uma nova inócua infelicidade nos toma.
Absorve todo o sumo e nos cospe grosseiramente,
É sentir uma dor tão impressionante, que nos fere a medula e preenche de lodo nosso mais escondido e fundo poço.
É o balde manivelado, que sobe e desce incessantemente de um crepúsculo a outro.
Tantos “És” que tentam significar a presença da ausência de sentido, que faz do meu mais vazio, a morada mais curável dessa aldeia.
Tão limpa e sem luz e inexistente. Tão cheia de frases sem sentido. Esporádicas e anônimas. Espaço tão cru e frio. Como meu pé.
3:33 e essa ausência de ser, é algo tão ignorante e falsa, desnivelada em mim, desnivelado a mim, estúpida.
essa dor, pura e feia, é milenar como uma BARATA.
Esse meu estilo é insosso, não é treinado, nem digo que é bom, não o acho bom. Apenas tento transcrever o que sei, mal ,não consigo, não tenho nada que sarar. É VERGONHOSO. Tanto pela falta de sanar. Que faz da sanidade uma piada a meu texto.
Sinto-me tal imune a sentimentos, mesmo sabendo impetuoso e mentiroso que sou.
{{{{{Pseudologia fantástica}}}}}
Não digo que sofro, porque é natural, estou imune a mim mesmo, por isso imune a morte, porem só a minha.
E assim me preencho de tranqüilidade, mesmo sem estar ouvindo o lady blues nem fumando um cigarro, tranqüilidade normal.
Hoje não quero ser gênio nem compositor, quero ser o mais humano possível, e tentar absorver a dor como alguém saudável, não sou. Nao posso ser, simplesmente.
Oi,
venho por meio desta renunciar seu amor. Estou aqui oficializando o término de nosso compromisso. Afim de evitar futuros problemas peço que o senhor evite futuras comunicações. Qualquer aproximação será tratada como uma forma de agressão e será respondida de maneira adequada. Por isso mantenha a ordem e o respeito.
Mas antes de partir, acredito que devo explicações. Primeiro, eu entendo o afeto que tenha por mim mas já lhe vi suspirando por minha irmã. Não que isso seja raro, eu sei que minha irmã encanta alguns homens, mas você deveria se reter apenas a pensamentos passageiros e não ter sonhos com ela. Eu sou ciumenta, tá? Não, esse não é o único motivo, claro. Isso foi só um desabafo.
Você sempre cuidou mal de mim, salvo as raras vezes em que você me tratou como a coisa mais importante do mundo, mas essas fases semprem acabam e você saí para se dedicar a outra coisa. Eu nem sou tão exigente quanto pareço, sabia? Eu só queria um pouco de atenção, um pouco de cuidado, um mimo, sei lá. Não vou dizer que você nunca fez isso, mas você parece que não se importa. Poxa, eu existo somente pra você e você nem aí.... Você só se importa com você, com a sua tristeza... Nem repara o quão triste eu fico por lhe ver assim.... *gota de lágrima*
Eu sei que a gente não ia ficar pra sempre juntos, mas eu pensei que iamos nos entender por muito tempo. Você que sempre duvidou disso. Por que tanto medo? Perdemos tantos bons momentos por causa do seu medo. Eu sei que você queria voltar e fazer tantas coisas, assim como eu mas... Não tem como. Você devia parar de olhar o nosso passado... E o nosso futuro. Você sempre exagerou nisso. Sempre fez planos demais, sonhos demais, utopias demais... E nem reparou que eu do seu lado naquela hora. Assim como estaria no dia seguinte... Mas isso era pro dia seguinte. Droga, você não se importava...
Por que você me deixou partir?! Por que você não me abraçou com todas suas forças e disse que me queria pra sempre?!? Mesmo que fosse mentira.... Eu ia ficar.... Agora não tem volta. Você sabe que não tem volta! Por que?! Íamos ter tanto tempo juntos pra aproveitar, mesmo que fosse de um dos seus jeitos idiotas. Eu ia ficar mesmo que fosse só pra lhe ver sonhando e me ignorando, não sei. Eu ia ficar com você...... Ah, que importa?! Tudo acabou... Tudo acabou, seu tonto. E a culpa é sua, só sua... Te odeio! *gota de lágrima*
Chega, eu não quero mais pensar nisso. Eu falei que não ia mais chorar, mas não consegui. Tanto tempo juntos... Tantas memórias... Tantos segredos.... Agora tudo se torna pó... E nem isso vai sobrar daqui a pouco... Eu queria ter sido formal e discreta e rápida mas... Me perdi nas emoções... Desculpa. Quando você estiver lendo isso, eu já vou estar longe. Você não vai me ver mais e eu nunca mais vou lhe ver. Desculpa, desculpa, desculpa. Eu lhe amo... Fique bem...
Adeus,
daquela que sempre esteve com você,
Vida
obsessão
o ponto
o olho
segue
a dúvida
insônia de
ser
a matéria
idéia fixa
abstinência
consciência
prolixa
chambre
invólucro incerto
braços incomensuráveis
sufocando espaços
arrepios
arredios
carnais
ardência lasciva?
cativa no vazio -
esta língua que
me a espinha lambe
é tão-somente
frio

...passara contavelmente todos os seus infindos segundos impercepitível do grande fato: e ainda era difícil de ser real.
- Pode sentar-se, amado!
Seria muito estranho o inanimado cuspir-lhes palavras em sonhos; mas desenhava-lhe realmente: era o sofá que vos falava; não apenas o único objeto a falar consigo.
O telefone o acordara: percepitívelmente como todas as outras vezes. Mas realmente não passava de algo estranho; muito estranho - paradoxal e verdadeiro, firme.
Abria e fechava os olhos para certificar o que deveras ocorria.
- Pode sentar-se, amado!
Foi quando sentou-se ao que vos falava: o sofá!
.............................................................................................................................
Segundo pensamento sensato; em duas décadas de confinamento introspectivo. Aquele momento o tomava de uma paradoxal sensatez: o inanimado o amava! Um sofá!
Ao sentir (...)
Tenho medo!
Tem-se "medo"!
Medo: era a solidão que sentia mais fortemente a duas décadas.
Dois gumes... antagônicos.
O ranger de dentes: cacarejar-uivos! O suspiro silencioso: estalidos gélidos. Medo! Ranger de portas. Linhas bélicas. Visões! O silêncio,
A mesma percepção de horas... duas décadas!
- Pode sentar-se, amado!
E deita-se até o momento em que se percebe que a cama em que se deita, troca-se palavras como d'antes: o sofá!
Visões! Todos os olhos colados à parede trocam palavras de amor! Amor que não se sente recíproco. Nunca se sentiu além do papel.